Dispariedades Sexta-feirenses
A semana começa tranquila. Aquela segunda preguiçosa, de terça a quinta, nosso nome do meio se transforma em eficiência(até que fica mais bonito que Fabricio...). Mas aí, eis que chega a tão esperada sexta-feira. Esperada por todos, mas não por mim. Eu tenho medo da sexta-feira.
As leis da física, quimica e até da matemática não são iguais na pré-fim-de-semana. Neste dia que, como acontece toda semana, o relógio insiste em não despertar 20 minutos atrasado, quando você tem certeza que o programou na hora costumeira.
Este é o dia que o motorista do ônibus que você pega todo santo-dia, trabalhador este que te conhece desde que você ia pra escola, ignora totalmente o seu desespero no ponto de ônibus(normalmente no meio de uma chuva torrencial) e te faz perder mais uns 10 minutos esperando pelo próximo filho-da-puta que, com sorte, vai parar no ponto.
Dia dos amantes, dos boêmios.... e do Murphy, diria eu. Eta diazinho danado pra aquele arquivo precioso sumir nas suas pastas tão organizadas.... logo o relatório que você passou a semana escrevendo e seu chefe espera... vamos dizer... não muito pacientemente.
Ótimo dia pra qualquer algoritmo, por mais bobo que seja, dar um erro inesplicável, pro seu carro furar o pneu no meio do Aterro do Flamengo ou da Ponte Rio-Niterói, e até mesmo pra você fechar o zipper da calça no joãozinho, logo quando você tinha marcado uma saída com aquela gostosa.
O mais importante disso tudo, tirando meu pessimismo, é que essas coisas são tão inesperadas e inexplicáveis, como as suas resoluções são bobas e acontecem espontâneamente. Incrível a velocidade em que os problemas somem, logo antes do Happy hour. Só pode ser ajuda divina, afinal, até o Criador descançou no sétimo dia. Mas eu que não sou de ferro(nem divino) quero descançar desde sexta, o dia mais díspare da semana.
Sexta-feira é realmente um dia difícil para este cronista....
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