21/06/2007
15/06/2007
Dispariedades Sexta-feirenses
A semana começa tranquila. Aquela segunda preguiçosa, de terça a quinta, nosso nome do meio se transforma em eficiência(até que fica mais bonito que Fabricio...). Mas aí, eis que chega a tão esperada sexta-feira. Esperada por todos, mas não por mim. Eu tenho medo da sexta-feira.
As leis da física, quimica e até da matemática não são iguais na pré-fim-de-semana. Neste dia que, como acontece toda semana, o relógio insiste em não despertar 20 minutos atrasado, quando você tem certeza que o programou na hora costumeira.
Este é o dia que o motorista do ônibus que você pega todo santo-dia, trabalhador este que te conhece desde que você ia pra escola, ignora totalmente o seu desespero no ponto de ônibus(normalmente no meio de uma chuva torrencial) e te faz perder mais uns 10 minutos esperando pelo próximo filho-da-puta que, com sorte, vai parar no ponto.
Dia dos amantes, dos boêmios.... e do Murphy, diria eu. Eta diazinho danado pra aquele arquivo precioso sumir nas suas pastas tão organizadas.... logo o relatório que você passou a semana escrevendo e seu chefe espera... vamos dizer... não muito pacientemente.
Ótimo dia pra qualquer algoritmo, por mais bobo que seja, dar um erro inesplicável, pro seu carro furar o pneu no meio do Aterro do Flamengo ou da Ponte Rio-Niterói, e até mesmo pra você fechar o zipper da calça no joãozinho, logo quando você tinha marcado uma saída com aquela gostosa.
O mais importante disso tudo, tirando meu pessimismo, é que essas coisas são tão inesperadas e inexplicáveis, como as suas resoluções são bobas e acontecem espontâneamente. Incrível a velocidade em que os problemas somem, logo antes do Happy hour. Só pode ser ajuda divina, afinal, até o Criador descançou no sétimo dia. Mas eu que não sou de ferro(nem divino) quero descançar desde sexta, o dia mais díspare da semana.
Sexta-feira é realmente um dia difícil para este cronista....
Por
Thiago Escobar
às
10:52
0
comentários
A antítese da velocidade temporal cotidiana
Defendo a teoria que caracteriza o tempo como psicológico. É incrível a leveza com que ele flui em certos momentos do dia, e a dificuldade de outros momentos, quando este se mostra tão relutante em movimentar os ponteiros!
De começo, achei que o tempo ser psicológico era uma ideia estaparfúdia. O tempo é linear e independente de qualquer outro parâmetro. Aprendemos isso nas aulas de física no primeiro grau. Porém, aconteceu comigo e deve acontecer com muitas pessoas, um dia no segundo grau nos dizem que tudo que nos ensiaram no primeiro grau é errado. Cara, quando percebi isso fiquei com a cara no chão! Nunca mais confiei nos professores, prefiro aprender por mim mesmo.... como disse Descartes(eu acho): todo conhecimento verdadeiro é conseguido à partir de uma experiência vivida, e não contada por outros. Mas isso não vem ao caso, o importante é que descobrimos, tanto na aula de física com Einstein, quanto em literatura com suas medidas de tempo, que as coisas não são tão faceis para entender a 4ª dimensão.
A realidade(santas aulas de antropologia!) é criada pela nossa visão pessoal do mundo e os valores que agregamos a esta. E, convenhamos, o ser humano quando abstrai(torna abstrato) a sua visão, SEMPRE a modifica. Nunca vemos o estado real das coisas(como dizia Platão), sempre damos nossa interpretação.
Por conta disso é que digo: o tempo é tão linear quanto deixamos que ele seja. Talvez seja por isso que demora tanto pra conseguir 5 minutos de paz no meu dia. Mesmo que estes 5 minutos durem 2 horas.... o importante é o valor que eu os agrego.
Meio louco, não? Só achei esta postagem sem uma razão..... acho q tô precisando de férias....
Por
Thiago Escobar
às
07:08
1 comentários
Marcadores: tempo
